sexta-feira, 21 de julho de 2017

Exercício 1 - TEMA - Aula de Roteiro Cinematográfico The Lunch Date – Ano de Lançamento 1989 – Tempo: 12 min. Direção:Adam Davidson Roteiro: Adam Davidson Não foi por coincidência que Adam Davidson, decidiu ambientar as situações de seu curta The Lunch Date, em uma estação de trem. Como frequentador corriqueiro de metrôs e trens, reconheço que é nesse ambiente que todas as classes sociais se encontram diariamente. O autor nos propõe uma reflexão, do que poderíamos mudar em nós mesmos para sermos pessoas melhores, o curta justamente mostra uma mudança de comportamento da Senhora, apresentada a nós como a protagonista. Somos colocados no ponto de vista dela, mesmo sendo forçados ainda que inicialmente a ver todas as questões do preconceito dela contra os negros, moradores de rua, ao não pagar o balconista com o valor correto da refeição. Vamos começar pelo principio, na cena de abertura vemos um negro se aproximar de uma Senhora, pelo estereotipo apresentado julgo ser uma mulher esnobe, egocêntrica que só pensa em si própria, está toda cheia de acessórios, bijuterias, chapéus e uma sacola de uma loja de grife. Nesse momento ela pensa que o homem negro, vai roubar a sacola dela. Ao perder seu trem, ela parte em direção a o que parece ser um boteco, nada muito chique. Ela não paga o balconista o preço da salada, que acabará de pedir, demonstra um menosprezo com o balconista. Parte do menosprezo, ao nojo, se complementa ao fato de ela limpar o talher com um guardanapo, com uma expressão de desgosto. Nesse exato momento, na hora do almoço “Lunch” vemos o que parece um morador de rua negro, observamos todo o preconceito e o racismo se intensificarem. A princípio ela tem medo até de sentar na mesma mesa, no subtexto da personagem revela-se a nós que ela pensa que ele roubou o prato dela. Ela se sente forçada a sentar, já que o homem está comendo o que ela pensa ser sua salada. Revoltada, ela não se aguenta e começa a compartilhar da comida dela, observamos um pouco de mudança de comportamento dela, mesmo que forçada. Ao final da refeição, partilhada (humildade) o homem ainda paga um café para ela e oferece a ela, um pacote de café. Ao final a mulher percebe que esqueceu sua sacola, já imagina no subconsciente, que o homem deve ter roubado a sacola dela. Ao final descobrimos, que o tempo todo ela estava sentada no lugar errado e sua comida permanecerá intacta. Tema da História: Essa Senhor que inicialmente estereotipada como uma Madame, preconceituosa, racista e egocêntrica. Mostrou que mesmo que forçada, nos revelou que escondido dentro dela, ainda resta uma humildade e carinho escondido dentro dela. O Velho e o Mar “The Old Man and the Sea” – Ano de Lançamento: 1999 O primeiro ponto importante a ressaltar, para o entendimento que tive do tema do filme é a técnica usada na animação, usada em animações anteriores de Petrov, o movimento do Realismo Romântico, definido pela escritora e filósofa Ayn Rand como “O método utilizado no Realismo Romântico é de tornar a vida muito mais bonita e mais interessante, do que ela realmente é...., nos entregando uma realidade muito mais convincente, do que nossa existência cotidiana”*1 A citação acima da Ayn Rand, junto com a técnica da pintura utilizada, pintura com tinta pastel sobre vidro, acompanhado das movimentações surreais e belíssimas, dos animais do início do filme, como do próprio Manolim, Santiago, das paisagens e do “Marlin”. Me remeteram desde o início do filme a uma espécie de sonho, misturado com o passado. O que fortaleceu o sonho foram as montanhas se tornando elefantes, uma ótima transição e Manolim acordando em sua rede de dormir. Os únicos momentos que senti um pé no chão, foram as conversas entre Santiago e Manolim, de Santiago contando o que pareciam para mim histórias de pescador a princípio. Quando Santiago saí para pescar, com as três varas suspensas no pequeno barco. Achei por um momento Santiago ganancioso demais, por pegar aquele peixe consideravelmente bom para uma refeição. Querer arriscar colocar esse peixe como isca, para um peixe maior. Pelo que observei na cabana do início do filme, ele não tinha muita sorte com pescaria há muito tempo, pelos riscos na parede e pelo diálogo entre ele e Manolim. O que um velho homem cansado como ele, poderia aguentar com um peixe grande. No momento em que observamos que o peixe é muito maior do que imaginávamos, o surreal entrou em conflito com o real. Como uma fraca linha de pesca, um frágil barco de madeira e um homem velho e cansado, poderiam desafiar aquele enorme peixe. A partir desse momento, entrei no mundo do sonho do filme e embarquei ainda mais na viagem, quando os dois se tornaram irmãos. Nadando juntos, quando Santiago lembra da disputa do braço de ferro, o acontecimento passado em montagem paralela com a pesca do “Marlin”, nos mostram a força que Santiago tinha quando novo, mesmo assim uma história de superação fantasiosa, nos casos do flashback. Como alguém pode aguentar um braço de ferro por tanto tempo. No fim Santiago sente a dor do seu amigo, quando o prende no barco pelo arpão e os tubarões o devoram. Muito mais do que tirar a liberdade do Marlin, Santiago deu ele de comida aos tubarões. O conflito da natureza contra o homem. Só fui acreditar na verdade de Santiago ter pescado o “Marlin”, pela carcaça do peixe no barco. TEMA: Santiago que através de flashbacks, antigamente era uma Lenda dos mares, desafiando brutamontes, pescando muitos peixes e pescando o Merlin sozinho, um homem livre. Acaba por pegar esse “Merlin”, por pura ostentação e acaba no filme tirando a liberdade que o peixe tinha, aprisionando-o matando-o de forma terrível, Santiago acabou sem comida, de uma Lenda acabou nos mostrando como cruel ele se tornou.